O projeto, as autoras

Olá a todas e todos!

Com grande prazer damos boas vindas a este espaço que é, sobretudo, um ponto de encontro: entre pessoas, entre os campos da História e da Sexualidade, entre contradições, entre o passado – que nunca, de fato, passa – e o presente.

Propomos um percurso nem sempre linear por referenciais históricos: desde quando as práticas sexuais ainda não eram compreendidas, tal como hoje, dentro do espectro da sexualidade até ao engrandecimento deste tema como uma das mais centrais questões humanas.

As surpreendentes estatuetas de Vênus da fase pré-escrita, os ensinamentos do Kama Sutra hindú, o erótico instigante da arte shunga japonesa, os mitos eróticos dos povos indígenas da América do Sul, o livro muçulmano O Jardim Perfumado, os antigos e as práticas sexuais ofertadas aos deuses, o medievo e a nudez santificada, a modernidade e os agentes de repressão, os Trés Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade do corajoso Sigmund Freud, a subjetividade corporificada de Foucault e a descontrução performática de Judith Butler: todos esses acontecimentos – que não raro são compreendidos anacronicamente – contra todas as resistências persistem e trazem à luz este aspecto tão precioso e complexo da nossa condição.

E nos referimos à luz pois com frequência a sexualidade é usada para alimentar as trevas, como vivenciamos, como triste exemplo, neste Brasil do século XXI, ano 2019, contexto no qual nós, autoras, por desejo e necessidade, nos aventuramos nesta empreitada.

Para encará-la adentramos a História, caminho que nos conduz à alteridade, ao encontro com o outro (que às vezes está dentro de nós) por meio de registros sobre a sexualidade que, curiosamente, apenas começaram a sair dos porões. Documentos- tabus que, se quando foram produzidos, séculos ou milênios atrás, eram quase “normais”, em nosso tempo foram trancafiados.

O que levou estes vestígios a se transformarem em tabus quase impronunciáveis?

Pois é a História que permite uma vista privilegiada para expandirmos nossa objetividade e subjetividade, legitimada por estes documentos que, como potentes lentes, permitem que certos pontos cegos da nossa existência sejam, finalmente, visualizados.

As autoras

Tamara Prior é historiadora, mestra em Medicina Preventiva, psicanalista e escritora.

Marcela Boni é historiadora, mestra e doutora em História Social.

Formaram-se juntas e criaram este projeto embasadas na amizade, nas inquietações e nas cervejadas da vida.

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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